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Paixão por Xterra: a história da Xterráquea Regina

paixão por Xterra

“Hoje, dirigindo minha Xterra, após quase duas semanas de estaleiro, me sentia verdadeiramente um pinto no lixo, com perdão à expressão. É uma alegria ouvir o ronco do motor, sentir a segurança que ela passa com sua imponência e planejar upgrades. Há um ano, eu nem imaginava ter um carro tão perfeito – por sinal, sequer conhecia o modelo da Nissan”. É com essa alegria que Regina conta sua paixão por Xterra.

Como uma criança que acaba de receber um presente esperado, ela recebe seu carro amado. E essa história, ou melhor, essa paixão, por incrível que pareça, só existe há um ano. Quer saber como tudo começou? A gente, ou melhor, a própria Regina conta.

paixão por XterraO início

O início de um amor a gente nunca esquece. Quando esse início é com um carro que se torna um companheiro então…A história de Regina começa não no volante, mas ao lado do condutor. Traduzindo…

“Fui Zequinha por muito tempo, principalmente no Rio de Janeiro, quando na década de 90 acabei conhecendo a Jipenet/RJ por causa do meu cachorro. Um dos integrantes de um grupo de fãs de peludos, meu amigo Maurício, tinha (e tem) um Willys, o Tortinho. Foi ele quem  me apresentou as maravilhas do mundo off-road. Botei na cachola que era tudo de que precisava, mas só coloquei as rodas na lama em 2018, quando mudei para Santarém, no Pará. Então comprei um Samurai branquinho, meio capenga, mas que me levou para lugares de cair o queixo”, conta.

“E o valente Gasparzinho atravessou rios, rodou um bocado na areia, me levou para lugares absolutamente paradisíacos na Amazônia e, claro, veio comigo para São Paulo quando retornei”, acrescenta.

Bota Xterra
Lançamento AXT 4000

A volta

A volta do Gasparzinho não foi bem junto de Regina. E, para falar a verdade, foi bastante trabalhosa. Mas, como a própria Regina nos conta, valeu a pena.

“Na verdade, o Gasparzinho chegou um pouco depois, em cima de um caminhão caindo aos pedaços. Desembarcá-lo foi outra novela: a primeira tentativa, na concessionária de um amigo, não deu certo. Nem no posto de gasolina (eu achava que conseguiríamos desembarcá-lo no elevador de óleo, olha que ideia de jerico). Tive então que acatar a sugestão do motorista: fui parar num baita lugar estranho, deserto, no começo da Dutra. Lá o Gasparzinho passou para outro caminhão e, por fim, voltou ao chão”.

A aventura, no entanto, não terminou por aí. “Lembro-me até hoje de descer do caminhão com meu salto alto e bolsa Louis Vuitton, sozinha e em pânico, e descobrir que o carro não só não tinha combustível, como estava com um dos pneus cortados. (Eu não ia trocá-los lá, naquela escuridão). Vim parando de posto em posto até chegar a casa. Sim, sou valente – ou maluca”, relembra.

E a história com seu  Gasparzinho lhe rendeu muitas aventuras, mas como a própria Regina diz, “quis o destino que eu voltasse a ter um carro careta”. E depois outro e outro.

Paixão que não passa

Quem experimenta o off-road sabe o que é bom e não pretende deixar de lado tão cedo. E para isso é sempre bom ter um carro preparado para as aventuras fora da estrada. E nossa Xterráquea sabe bem o que é isso.

A vontade de rodar feliz não passava, e, no ano passado, decidi que era hora. Acreditem, mesmo assim comecei a procurar um SUV tradicional, que transportasse com conforto meus três cães – uma é quase um pônei – o gato, o marido e meu pai. Experimentei diversos, mas não gostava de nada, tudo parecia frágil, cheio de plásticos, muito mimimi. Até que um dia, quando eu estava em um dos meus passeios favoritos (a oficina mecânica de um grande amigo), ele me sugeriu a XTerra. Toca procurar, e vai, vai, até que conheci a hoje batizada como Maravilhosa, minha XT 2006/7 verde. Ajusta aqui e ali, troca umas coisinhas, estava pronta para rodar.

Ciúmes da Xterra

“Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de você”. A música de Luiz Ayrão, que foi gravada em 1968 por Roberto Carlos e regravada pela banda Raça Negra, retrata bem  Regina e sua paixão por Xterra. Se, no primeiro mês, a relação era de conhecimento e com algumas dificuldades, após esse período, tudo mudou.

O começo foi difícil. “Eu, que sempre dirigi super bem (digo sem modéstia), com alma de jipeira intrépida, me vi percorrendo vários quilômetros a mais só para não enfrentar as ladeiras da Pompeia e Perdizes no caminho do trabalho. Essa bobagem durou quase um mês – tempo suficiente para estabelecermos a maior conexão e… despertar meu ciúme”, relata.

Eu, que nunca liguei de emprestar o carro, deixo pouquíssimas pessoas colocarem a mão (afinal, a XTerra não é só um carro!).  Palpito o tempo todo quando meu marido dirige (só pode quando eu quero tomar minha cervejinha) e prefiro ir de Uber a permitir que um manobrista encoste nela (inclusive porque um bateu meu carro porque não achava o freio. E, depois da bobagem que ele fez, falei sem dó que ele não sabia dirigir carro de mulher).

Cuidado

Ter um carro não é apenas guardá-lo na garagem e pagar anualmente o IPVA  e o DPVAT. É muito mais que isso. Demanda cuidado e muito conhecimento, principalmente quando se tem paixão por Xterra, que, aliás, é realmente um carro apaixonante.

Pesquiso, leio manual, aporrinho os mecânicos para saber tim-tim por tim-tim o que estão fazendo, mantenho um diário de bordo com todas as manutenções, modelos de peças, notas fiscais, fornecedores, salvo tudo o que pode ser útil nos grupos da XT e por aí vai.

paixão por Xterra

Desafio

Grandes viagens ainda são um desejo de Regina que, quase todo fim de semana, desloca-se de São Paulo para o Vale do Paraíba. “A sensação de pisar fundo e ouvir a turbina é indescritível”.

Entretanto, os planos não são de apenas se manter em São Paulo. Ela quer um grande desafio.

Tenho planos para minha Xterra, claro: uma expedição para Alter do Chão, no Pará, um dos lugares mais especiais que conheço e, afinal, onde minha paixão pelo 4×4 se consolidou. Quem topa?

4 Comentários

  • Com certeza será um prazer enorme, um dia e bem próximo, conhecer a Regina e família, pois sou um dos apaixonados por XTerra, a minha Craúna é um espetáculo, diretamente daqui do Litoral Norte de João Pessoa, Praia de Intermares, município de Cabedelo, onde é o Marco 0 do início da Tranzamazônica, BR 230…um Mineiro de Poços de Caldas, que escolheu o Nordeste em especial a Paraiba para morar, qdo abrir a expedicao, to dentro, e com muita vonta de tbm formar uma para o Atacama, Sao Pedro onde fui de motocicleta em 2009, meu contato: 83.999528650, Peninha, abçs.

  • Aêêê Regina!! Conhecemos essa paixão que te picou, a minha dura 13 anos, indo p 14 kkk. Tentei até trocar, mas nunca encontrei substituto…Em 2017 ( depois de 11 anos) resolvi fazer uma viagem de despedida ao Jalapao, e voltei foi com os votos de casamento renovados!!! Bora rodar juntos!!